sexta-feira, 27 de maio de 2011

Prólogo


Aos poucos fui me submetendo a tudo isso.
Não é mágico?
Sempre olhando para os lados. Nunca para frente.
Aqui, mais uma vez eu vou.
Tentar fluir por dentro dessa grande massa pertubadora que criei.
Tentar engolir as borboletas que tentam sair.
Tentar fugir de mim.
Não é insano?
Onde o frio é quente, bem além das montanhas.
Onde o quente é frio, bem além das montanhas.
Onde o meu eu é vivo, bem além das montanhas.
Aos poucos fui me submetendo a tudo isso.
Não é mágico?
Novidades ecoam pelos lados. Olhe pra frente,continue olhando.
Os pequenos botões morreram quando eu os toquei. 
Talvez meu lugar não seja este. Posso sentir.
Vou em direção á Plenilúnio.
Não posso fingir mais.
Não posso mentir mais.
Não posso seguir mais.
Eu não sou quem sou.
Não é insano?
Meus olhos só mostram a dor que causei a você. E não posso te mostrar o quanto estou triste.
Minhas mãos sugaram tudo de você. Por que você?
Minhas mentes gritam por você. E não posso te mostrar o quanto estou triste.
Meus sonhos sumiram. Todos por você. Por que você?
Uma parte de mim está queimando. 
Não é mágico?
Não é insano?
Aos poucos fui me submetendo a tudo isso.